Parte da lista 100 melhores álbuns em espanhol criada pelo Exclamación
Eles ficaram mundialmente famosos com sua versão mais roqueira de “La Bamba”, e isso faz muito sentido considerando que o que há de tão especial nessa banda é o resgate cultural e nostálgico da cultura mexicana em um contexto de quem mora nos Estados Unidos.
Foi com esse ideal que surgiu “La Pistola y el Corazón”, álbum no qual Los Lobos trazem uma série de regravações tradicionais principalmente mexicanas, mas que ressoam em vários outros cantos da América Latina.
“La Guacamaya”, que abre o disco, por exemplo, nem sequer tem créditos definidos para autores. Esse é um clássico de son jarocho, gênero regional mexicano, que foi cantado de gerações em gerações. Apesar de ser famoso, não se sabe quem foi o responsável pela letra e melodia. O mesmo procede para “Las Amarillas”, cuja autoria também é incerta, mas que fala do Baile de las Amarillas, festa tradicional da região mexicana de Guerrero.
O álbum segue com belas interpretações de amor — ou, mais especificamente, de desamor — envoltas de uma bem produzida música tradicional mexicana. Temos elementos de ranchera, norteño, son jarocho, entre outros.
Assim como muitos outros trabalhos que se dedicam a recorrer a história latino-americana, há uma versão de “Que Nadie Sepa Mi Sufrir”, originalmente um vals peruano da década de 1920 (e que é uma das canções mais regravadas entre os artistas que seguem pelo lado folclórico da vida).
Los Lobos, formados nos Estados Unidos em um contexto de imigração, consegue colocar dentro desse país um pouco do sabor tradicional mexicano.
La Pistola y el Corazón – Los Lobos

Ano: 1988
Gênero: Regional mexicano
País: Estados Unidos
Música de destaque: Que Nadie Sepa Mi Sufrir
Música favorita: Si Yo Quisiera
