Ditadura de Trujillo na República Dominicana

Quando se trata das ditaduras na América Latina do século 20, o primeiro grande exemplo que pode ser mencionado é o da República Dominicana. O golpe de estado comandado pelo general Rafael Trujillo o colocou no poder do país de 1930 a 1961 — mesmo que, em alguns momentos, houve uma alternância com alguns de seus aliados.

O governo militar dominicano foi responsável por mais de 50 mil mortes no país, sendo que muitas delas foram encobertas como acidentes. A era de Trujillo também foi fortemente caracterizada por extremo culto à personalidade, além da perseguição da oposição, principalmente os enquadrados como comunistas.

O contexto histórico da ditadura na República Dominicana

Durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1919), os Estados Unidos temia que a Alemanha estivesse utilizando o território da República Dominicana para instalar bases militares e produzir ataques contra a população estadunidense. Para resolver o problema, o país resolveu ocupar a terra dominicana.

Em 13 de maio de 1916, o contra-almirante William Banks Caperton anunciou a chegada das tropas na ilha e obrigou Desiderio Arias, secretário de Guerra da República Dominicana, a abandonar o posto sob ameaça de bombardeio em Santo Domingo, capital da República Dominicana.

Meses depois, em novembro, foi instalado no país um governo militar, colocando o contra-almirante Harry Shepard Knapp no poder da ilha. Além disso, foi criada a Guarda Nacional, organização que recrutou e treinou milhares de dominicanos para o militarismo durante todo o tempo de vigência da ocupação.

A população local tratou de provocar revoltas pela insatisfação por serem governados por meio da ocupação militar dos Estados Unidos. Porém, a repressão fez com que as insurgências fossem rapidamente contidas.

Por outro lado, depois do término da Primeira Guerra, a própria população dos Estados Unidos não via com bons olhos a ocupação. Então, em 1921, começou-se um planejamento para retirar os militares da ilha.

O Plano Harding, que promovia essa retirada, mas ainda submetendo as esferas de poder na República Dominicana à supervisão dos estadunidenses, foi recusado pela população e causou inúmeros protestos. Por fim, novas eleições foram organizadas e Horacio Vásquez Lajara, ex-presidente, voltou a governar o país.

Eleito para presidir os dominicanos de 1924 a 1928, Vásquez acabou prorrogando seu mandato até 1930. Com isso, causou revolta entre os membros da Guarda Nacional — que, lembrando, foi criada durante a ocupação militar —, o que acabou gerando um golpe de estado.

O golpe de estado de Rafael Trujillo

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Rafael Trujillo ingressou na Guarda Nacional em 1918, pouco tempo depois de ser fundada pelos Estados Unidos. Em poucos anos subiu a patente e, em 1923, já era major. 

Quando as tropas estadunidenses — de quem era totalmente submisso — deixaram a ilha, ele ficou responsável por cuidar da Guarda. Em 1927, ela foi desmanchada e foi criada a Brigada Nacional — na qual Trujillo se tornou general.

O seu passado, porém, não tem muito a ver com a carreira militar. Nascido em San Cristóbal e de uma família muito pobre, ainda na adolescência entrou para a delinquência. Participou de quadrilhas e, inclusive, chegou a ser preso. Anos depois, quando já havia assumido o poder, “ocasionalmente” sua ficha criminal se perdeu em um incêndio no Palácio da Justiça.

Foi nomeado Chefe do Estado Maior durante a presidência de Vázquez e participou ativamente de decisões políticas que iam contra o político — sem que este soubesse. 

Foi organizada uma revolta pelos opositores do presidente e este ordenou que Trujillo levasse as tropas às ruas para protegê-lo. Porém, o general era um dos mandantes da manifestação e, quando Vázquez descobre, decide deixar o cargo para evitar conflitos. Acabou sendo exilado e morrendo pouco tempo depois.

Trujillo lançou sua candidatura à presidência e ganhou com 45% dos votos. Há rumores de que as eleições foram fraudulentas pois apenas 25% da população compareceu à votação. 

Primeiro mandato da ditadura na República Dominicana

Em 16 de agosto de 1930, Rafael Trujillo assumiu a presidência. Três semanas depois, um furacão atingiu a ilha e destruiu cidades inteiras. A oposição aproveitou a oportunidade para tentar tirá-lo do poder, mas foi em vão, pois todos os participantes desse movimentos acabaram exilados.

O último opositor que lhe restava no governo era Desiderio Arias, que renunciou ao gabinete em março de 1931. Isso fez com que Trujillo ficasse ainda mais forte e sem empecilhos para tomar as decisões que lhe dessem vontade.

Uma de suas principais ações foi a criação do Partido Dominicano. O objetivo era centralizar os seus apoiadores para que fosse mais fácil propagar os ideais defendidos pelo ditador — que, em geral, eram de cunho fascista e anticomunista. 

Além disso, o carnê de afiliado ao partido passou a ser um documento obrigatório para todos os cidadãos dominicanos maiores de 18 anos.

O partido contava com emissora de rádio e transmitia para toda a nação. A estação RLTM era a sigla dos princípios por trás da agrupação política: retidão, liberdade, trabalho e moralidade. Essa também é a sigla do nome do ditador, Rafael Leónidas Trujillo Molina.

Nas eleições de 1934, foi o único candidato, o que fez com que pudesse se perpetuar no poder até 1938. 

Culto à personalidade na ditadura dominicana

Uma das ações mais presentes durante o período ditatorial foi o culto à personalidade. Ainda nessa primeira etapa, o general mandou mudar o nome da capital de Santo Domingo para Ciudad Trujillo.

Agradando ao seu ego, o ditador ainda pediu para acrescentar seu nome em outros pontos conhecidos. A província de San Cristóbal virou a Província Trujillo e o La Pelona Grande, pico mais alto do país, também foi rebatizado em sua homenagem.

Além disso, todos os monumentos levantados teriam que vir acompanhados de uma placa que dizia “Rafael Trujillo, benfeitor da pátria”.

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Supremacismo branco e Massacre de Perejil

Trujillo simpatizava com as ideias nazistas e fascistas de Hitler e o ditador espanhol Francisco Franco. Frente a isso, não ficou nada contente com o aumento da imigração haitiana na República Dominicana — lembrando que os dois países dividem a mesma ilha.

Desde o final do século 19, muitos haitianos começaram a cruzar a fronteira em busca de solos mais férteis para plantar. Como os limites não eram bem definidos, isso começou a causar um incômodo nas elites brancas dominicanas.

Em 28 de setembro de 1937, as tropas de Trujillo chegaram às zonas fronteiriças e começaram a atacar a população haitiana. Para diferenciá-los dos negros dominicanos, pediam que os capturados pronunciassem “perejil” (que, em português, é a salsinha). Isso porque os nativos na língua francesa têm dificuldade de falar essa palavra. Então, aqueles que tinham sotaque eram levados pela polícia.

A matança durou duas semanas e, até hoje, não se sabe ao certo quantas vítimas foram feitas, já que muitos corpos desapareceram e foram jogados ao mar. Porém estima-se que cerca de 17 mil haitianos foram mortos durante o Massacre de Perejil.

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O genocídio foi denunciado pelo presidente do Haiti, Sténio Vicent, para os Estados Unidos. A República Dominicana teve que pagar 525 mil dólares de indenização — mas a notícia do massacre sequer chegou à população dominicana devido à censura. Trujillo argumentou que a ação militar aconteceu porque os haitianos estariam tentando ajudar rebeldes dominicanos a derrubá-lo da presidência.

De qualquer forma, pagou a quantia para evitar que houvesse um rompimento de relações com os Estados Unidos — que não estavam contentes com essa ação, apesar de não quererem cortar esse vínculo devido à importância que davam a um aliado anticomunista na América Latina.

Além disso, milhares de haitianos capturados foram deportados. As fronteiras passaram a ser mais policiadas e as cidades que tinham nomes franceses ou crioulos tiveram seus nomes mudados para o espanhol.

Para reduzir a população negra no país, Trujillo ainda tentou adotar políticas de branqueamento e, para isso, facilitou a migração de espanhóis do eixo republicano — ou seja, os que eram a favor do ditador Francisco Franco — para o país. 

Afastamento da presidência e passagem de cargo para aliados

As ações causadas principalmente por conta do massacre contra os haitianos fez com que a ditadura na República Dominicana não fosse bem vista — ainda que seguisse os ideais dos Estados Unidos. Então, Trujillo decidiu se afastar da presidência e colocar um de seus aliados para “limpar” sua imagem.

Seu antigo vice-presidente Jacinto Bienvenido Peynado Peynado, então, ocupou o posto a partir de 1938, mas foi apenas um fantoche do ditador. Dois anos depois faleceu, deixando o cargo para seu vice, Manuel de Jesús Troncoso.

Nessa época houve um reforço dos serviços militares. Em 1940, o orçamento voltado às atividades foi de 21% — sendo usado não apenas para reforçar a polícia, mas também para a criação de agências secretas e instrumentos de repressão.

Apesar de Trujillo ser abertamente alinhado com os discursos de Hitler e Mussolini, para agradar aos Estados Unidos declarou apoio na Segunda Guerra Mundial ao lado que lutava contra Alemanha, Itália e Japão, principalmente por conta do ataque de Pearl Harbor.

Segundo mandato da ditadura na República Dominicana

Terminado o mandato de fantoche, Trujillo se candidatou novamente à presidência e retornou ao cargo em 1942. Dessa vez, começou a endurecer ainda mais suas medidas de censura e contenção de possíveis movimentações sociais.

Também era dono de muitas indústrias e fazendas, o que foi muito beneficiado pelo crescimento de exportações causadas pela intensificação da Segunda Guerra — principalmente pelos acordos com os Estados Unidos. Aumentou a produção e a infraestrutura no país, com a criação de novas estradas que tornaram o acesso a suas terras mais fácil.

Porém, nessa mesma época também houve um aumento da inflação na República Dominicana, o que causou uma greve dos trabalhadores dos engenhos de açúcar, liderados pelos sindicatos e, especificamente, por Mauricio Báez. 

No dia 7 de janeiro de 1946, vários trabalhadores foram até as ruas pedindo maiores salários e cumprimento das 8 horas diárias de trabalho. Com isso, muitos dos responsáveis pelo movimento foram perseguidos, presos e até mesmo assassinados.

Báez, durante uma perseguição, conseguiu se refugiar na embaixada mexicana para pedir exílio. Fugiu do país e conseguiu se esconder por alguns anos em Havana (Cuba). Porém, em 8 de dezembro de 1950, alguns espiões de Trujillo o encontraram e o sequestraram. Nunca mais foi visto desde então — e nem se sabe do paradeiro de um possível cadáver.

Em 1947, depois de tantos anos no poder, passou a não ser muito bem visto pela comunidade internacional — principalmente porque concorria às eleições sozinho. Então, foi montada uma disputa para mascarar o processo que o levaria ao cumprimento de mais um mandato, em 1948. 

Os candidatos Rafael A. Espaillat e Francisco Prats Ramírez concorreram à presidência com Trujillo, mas este ganhou com 90% dos votos.

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Expedição Cayo Confites e tentativa de derrubar a ditadura de Rafael Trujillo

Nessa mesma época, um grupo de dominicanos exilados tentou armar um golpe para tirá-lo do poder definitivamente. A chamada Expedição de Cayo Confites foi apoiada pelo governo de Ramón Grau San Martín em Cuba. San Martín conversou com o presidente do Haiti, Elie Lescot, que lhe cedeu o espaço e ainda o apoiou financeiramente.

Porém, Trujillo ficou sabendo dos planos e ameaçou bombardear a cidade de Havana caso prosseguisse. Então, foi necessário recuar.

Intensificação da ditadura na República Dominicana e afastamento de Rafael Trujillo

Novamente, organizações internacionais e governos de outros países passaram a desconfiar de Trujillo. Para camuflar, decidiu não concorrer às eleições de 1952, colocando seu irmão, Héctor Bienvenido Trujillo, para comandar a República Dominicana. O ditador passou a ocupar o cargo de embaixador na Organização de Estados Americanos (OEA).

Na década de 1950, aumentou a potência militar aérea, tornando-a a maior da América Latina. Também passou a interferir na política de outros países — principalmente ao se juntar com  Anastasio Somoza García, o ditador da Nicarágua. Um dos exemplos disso é o apoio a uma invasão na Costa Rica em 1956. Ao perceber a popularidade de Fidel Castro, também passou a apoiar a ditadura de Fulgencio Batista em Cuba.

Seus agentes secretos começaram a seguir opositores fora do país. É o caso de Andrés Requena, editor de um jornal assumidamente anti trujillista, que foi assassinado dentro de sua própria casa, em Nova York.

A situação mais emblemática, porém, foi a de Jesús Galíndez. Exilado do país vasco nos EUA, era um político e professor da Universidade de Columbia que denunciou a ditadura de Trujillo ao fazer um estudo sobre os crimes cometidos. Foi sequestrado em 1956 e não se sabe mais dele. Tal ato fez com que o país rompesse de vez as relações com a República Dominicana. 

Isso não fez com que Trujillo tentasse amenizar suas ações. Em 1957 foi inaugurado o Serviço de Inteligência Militar (SIM), que contava com agentes em ações de espionagem contra a população dentro e fora do país. Apesar dessa organização já exisitir antes — e ser a responsável por alguns atentados fora do país, como os já mencionados —, foi a partir desse ano que ela foi oficializada.

Aterrorizados, os dominicanos tinham que andar com um cartão que comprovava o bom comportamento civil. Em suspeitas de atividades ilegais, muitos eram presos e torturados em um dos seus centros de detenção — em especial os La Cárcel del 9 e La Cárcel de la 40.

Movimento Revolucionário 14 de junho 

Em 14 e 20 de junho de 1959, houve uma expedição com 198 dominicanos em exílio, buscando derrubar a ditadura de Rafael Trujillo. Não teve sucesso, mas instigou militantes a se reunirem e formar forças para tentar acabar com o poder do ditador. Por isso, foi criado o Movimento Revolucionário 14 de Junho.

Os ativistas que faziam parte da agrupação eram ativamente perseguidos — não apenas pela “desordem” cívica, mas também porque os integrantes eram essencialmente comunistas. Entre os membros mais conhecidos estão Manolo Tavárez Justo e as irmãs Mirabal.

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Tentativa de assassinato do presidente da Venezuela

As intervenções a outros países chegaram a níveis extremamente preocupantes quando Trujillo começou a levar seu desagrado pelo presidente da Venezuela, Rómulo Betancourt, para o lado pessoal — e isso o tornou obcecado.

Entre 1959, o ditador apoiou diversos grupos venezuelanos que buscavam dar um golpe de Estado, o que levou Betancourt a denunciá-lo na corte da OEA. Com raiva, Trujillo decidiu planejar um atentado contra a sua vida.

Em 24 de junho de 1960, um carro bomba explodiu em Caracas durante um evento com o presidente. A tentativa de assassinato não funcionou, pois o político saiu apenas ferido, mas prejudicou as relações da OEA e dos Estados Unidos ainda mais com a República Dominicana, que passou a ser isolada internacionalmente e receber sanções econômicas. Também, consequentemente, afetou o futuro da ditadura.

Queda da ditadura na República Dominicana e assassinato de Rafael Trujillo 

Em 1960 era extremamente difícil para Rafael Trujillo se manter no poder. Não era mais possível mascarar que estava governando o país por meio de fantoches na presidência, assim como seu nome estava relacionado a uma série de operações de perseguição, tortura e assassinatos.

A ação que enterrou de vez as relações diplomáticas com a República Dominicana foi o assassinato das irmãs Mirabal em 25 de novembro daquele ano. As ativistas do Movimento 14 de Junho foram perseguidas, capturadas, torturadas e assassinadas. Depois, foi simulado um acidente de carro para não levantar suspeitas.

Hoje, a data 25 de novembro é reconhecida mundialmente pela ONU como Dia Internacional da Eliminação da Violência Contra a Mulher, em homenagem a Patria, Minerva e María Teresa Mirabal.

A CIA já estava elaborando um plano para tirá-lo do poder, mas quando o presidente estadunidense John Kennedy assumiu o cargo em 1961, decidiu, primeiro, tentar uma conversa diplomática para convencê-lo a sair. Ignorado, colocou em ação a operação.

Os EUA forneceu armas para ativistas contra a ditadura para que eles armassem uma emboscada. Na noite de 30 de maio de 1961, Trujillo se dirigia pela estrada de Santo Domingo a San Cristóbal, quando seu carro foi interceptado por 60 disparos de bala, que o mataram. 

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Processo de redemocratização pós-ditadura

O Serviço de Inteligência Militar (SIM), no mês seguinte ao atentado, perseguiu e assassinou alguns dos envolvidos na emboscada, como é o caso de Amado García Guerrero. Depois, conseguiu rastrear os demais participantes, que foram fuzilados por ordem de Ramfis Trujillo, filho do ditador.

Porém, com a Rebelião dos Pilotos, que começou entre os militares da base aérea, o pouco que restava do governo teve que se desmontar.

Sua família teve que fugir para a Europa levando seus restos mortais — que hoje estão enterrados na Espanha, no mesmo lugar que Francisco Franco. A população dominicana recusa qualquer tentativa de trasladar seu corpo de volta para o país para receber uma cripta na ilha.

Joaquín Balaguer, que havia sido um fantoche da presidência de Trujillo desde 1960, também foi retirado do poder. Em 1962, foram celebradas as primeiras eleições livres do país, elegendo Juan Bosch, do Partido Revolucionário Dominicano.

Em 2011, foi inaugurado o Museu Memorial da Resistência Dominicana, que se propõe a recolher a documentação do período ditatorial para construir um futuro melhor.

Agora que já sabe sobre a ditadura de Rafael Trujillo na República Dominicana, veja só nossa visão geral sobre ditaduras na América Latina!

Autor: Isabela Guiaro

Jornalista e analista de conteúdo em marketing digital. Fiz pós-graduação em Globalização e Cultura e, durante o curso, desenvolvi pesquisas sobre identidade nacional e cultura latino-americana. Apaixonada pelo idioma espanhol desde os 5 anos de idade, meu objetivo é disseminar a cultura hispana no Brasil.

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