Parte da lista 100 melhores álbuns em espanhol criada pelo Exclamación
Desde os finais dos anos 40, Puente esteve na vanguarda da introdução de ritmos afro-cubanos e caribenhos ao público americano. Sob a tutela do lendário Machito e com formação na Juilliard School, Puente desenvolveu um estilo único que combinava percussão, metais e vocais. Esta fusão é perfeitamente capturada em “El Rey Bravo”.
Tito Puente, conhecido carinhosamente como “El Rey” — “o rei” —, realmente fez jus ao seu título com o lançamento do disco.
O destaque do álbum, sem dúvida, é “Oye Cómo Va”. Esta música foi escrita por Puente como um clássico cha-cha-chá. A melodia contagiante e os ritmos convidativos fizeram dela um sucesso instantâneo entre os frequentadores da noite nova-iorquina na década de 1960. Anos depois, Carlos Santana transformaria essa faixa em um hino psicodélico de unidade, perpetuando o legado de Puente em uma escala global.
Além de “Oye Cómo Va”, o álbum apresenta uma série de outras faixas notáveis que exibem a habilidade de Puente e sua orquestra. “Tokyo de Noche” se destaca pelo excelente trabalho de conjunto, com solos memoráveis de flauta e violino.
A maior parte das faixas é instrumental, enquanto algumas têm uns refrões que se repetem junto ao ritmo. Quando escutamos mambo e cha-cha-chá feitos entre os anos 1940 e 1970, precisamos considerar que se tratam de orquestras inteiras que agitavam os salões de dança da Nova York.
Se hoje em dia a salsa é tão popular, parte da culpa é de Tito Puente, que pavimentou o caminho para a criação do gênero.
El Rey: Bravo – Tito Puente

Ano: 1968
Gênero: mambo, cha-cha-chá
País: EUA
Música de destaque: Oye Como Va
Música favorita: Tombola
