Parte da lista 100 melhores álbuns em espanhol criada pelo Exclamación
Trazendo um contexto antes de falar desse álbum, é preciso entender a importância de Astor Piazzolla. O argentino foi responsável pela inovação e modernização do tango na segunda metade do século 20, trazendo muita influência de outros gêneros musicais, como é o caso do jazz.
“María de Buenos Aires”, lançado em 1968, foi um projeto ambicioso. Esta “operita”, como foi chamada, foge do tango tradicional e incorpora elementos experimentais com uma narrativa clara sobre figuras do imaginário popular portenho daquela época.
Piazzolla colaborou com o poeta uruguaio Horacio Ferrer para construir a história da jovem María, uma figura complexa e quase mítica, cuja vida passa por transformações profundas, refletindo a própria essência de Buenos Aires e do tango.
Ou seja, é um ábum que traz uma história cantada dividida em dois atos e que, até hoje, é reinterpretada em teatros no mundo inteiro.
María de Buenos Aires – Astor Piazzolla

Ano: 1968
Gênero: tango
País: Argentina
Música de destaque: Fuga y Misterio
Música favorita: Milonga de la Anunciación
