Parte da lista 100 melhores álbuns em espanhol criada pelo Exclamación
Ana Tijoux, apesar de ser uma artista chilena, nasceu na França em 1977, durante o exílio de seus pais devido à ditadura de Pinochet — e esse contexto histórico e pessoal influenciou sua música e sua perspectiva, resultando em uma obra rica e multifacetada. “Vengo”, seu quarto álbum de estúdio lançado em março de 2014, é um exemplo perfeito disso.
Lançado em 2014, “Vengo” é uma fusão de hip-hop chileno com R&B, trip hop, jazz, funk e ritmos andinos, criando um som único e poucas vezes visto na história da música. Junto a esse caldeirão de gêneros, considere o fato de que Ana Tijoux se compromete socialmente, trazendo temas como feminismo, anti imperialismo e anti colonialismo, meio ambiente, entre outras pautas.
“Somos Sur”, em parceria com a rapper palestina Shadia Mansur, fala sobre a liberdade dos povos que sofrem com ações de colonialismo, tanto na América Latina como na África e na Ásia. Já outro sucesso do disco, “Antipatriarca”, fala da visão feminina que deseja acabar com a opressão de gênero.
“Vengo” é um álbum bastante atemporal, mas que se encaixa perfeitamente na época em que foi lançado. Naquele ano, 2014, o mundo observava pautas em alta como o feminismo, os desdobramentos da Primavera Árabe, e discussões sérias sobre decolonialidade.
Vengo – Ana Tijoux

Ano: 2014
Gênero: Hip Hop
País: Chile
Música de destaque: Antipatriarca
Música favorita: Oro Negro
