Mon Laferte confirma apresentação no Brasil em março de 2025

No dia 18 de março de 2025, a cantora chilena-mexicana Mon Laferte estará no Brasil para um show especial no país antes de suas apresentações no Lollapalooza Argentina e Chile, que acontecerão nos dias 21 e 22 de março, respectivamente. 

O único show acontece no Tokio Marine Hall, em São Paulo, e você pode comprar os ingressos no site da Ticketmaster.

Mon Laferte através de seus álbuns

A cantora, vencedora do Grammy Latino na categoria “Álbum de Música Alternativa”, com seu álbum Autopoiética, começou a carreira nos anos 2000, lançando o álbum “La Chica de Rojo”, com seu nome completo, Monserrat Bustamante. Na época, a chilena participava de um programa musical em seu país natal, com canções que interpretava de outros cantores.

Em 2007, com intenção de tomar um novo rumo na carreira, mudou-se para o México, dando início a um projeto com suas próprias canções. No começo, cantava em boates e gravava covers. 

Em 2011, lança o álbum “Desechable” de forma independente, sob seu nome artístico Mon Laferte. O CD tem forte presença de pop latino e rock. No ano seguinte, foi convidada para ser jurada na segunda temporada da versão chilena do The X Factor, chamada Factor X, ao lado de Karen Doggenweiler, Tito Beltrán e José Luis Rodríguez.

Em 2013, lança seu terceiro álbum: “Tornasol”. O álbum conta com 14 faixas, que incluem colaborações de diferentes artistas como Renee Mooi e músicos chilenos como Paz Quintana (Tizana), Mariel Villagra (Mariel Mariel), Sebastián Soto (El Viaje de Seth) e Pamela Sepúlveda (Fakuta). O álbum explora uma variedade de gêneros, incluindo rock, reggae, pop, eletrônico, balada, entre outros, nos quais deixa um claro e notável crescimento artístico e marca pessoal.  

Em meados de 2015, a cantora lança a canção “Tu Falta de Querer”, dando início à era “Mon Laferte vol.1”. Essa canção foi o estopim para seu sucesso. Atualmente, a canção contabiliza mais de 595 milhões de streams no Spotify e o vídeo oficial no Youtube chega a mais de 559 milhões de views. 

No mesmo ano, lança o álbum “Mon Laferte vol.1”, que inclui “Tu Falta de Querer” e outros hits como “Amor Completo” e “Tormento”. O lançamento foi um enorme sucesso e a cantora obteve reconhecimento em toda a América Latina, chegando a receber suas primeiras indicações ao Grammy Latino. 

Em 2017, faz sua primeira apresentação no Festival Internacional da Canção de Viña del Mar, em sua cidade natal, em que fez um dos concertos mais memoráveis da história do festival.

Ainda em 2017 lança o álbum “La Trenza”, seu quinto álbum de estúdio, sendo indicado a Álbum do Ano e Melhor Álbum de Música Alternativa no Grammy Latino,  enquanto o single “Amárrame” — canção em parceria com Juanes — recebeu três indicações: Canção do Ano, Gravação do Ano e Melhor Canção Alternativa, vencendo a última, sendo esta a primeira vitória de Laferte no Grammy Latino.

Sonoramente, o álbum apresenta uma grande variedade de gêneros de música latino-americana, como folclore andino em “Pa’ Donde se Fue”, bolero em “Flaco”, cumbia em “Amárrame” e valsa peruana em “Yo Te Qui”.

“Norma”, seu sexto álbum, foi lançado em 2018. O CD aborda as diferentes fases do amor, em que cada música contará parte de uma história do relacionamento. “Norma” foi gravada em uma única sessão no Studio A do Capitol Studios em Los Angeles, Califórnia, em 16 de junho de 2018. 

A gravação foi feita em uma única tomada, sem usar a técnica de overdubbing de camadas de áudio, mas todos os instrumentos tocando simultaneamente para dar ao material a sensação de gravação ao vivo. O projeto musical ganhou o prêmio de Melhor Álbum de Música Alternativa, no Grammy Latino, e Álbum do Ano, no Prêmio Pulsar, premiação chilena. 

Seu próximo álbum, “Seis”, foi lançado em 2021 e é totalmente inspirado na música regional mexicana, e conta com participações dos cantores mexicanos Gloria Trevi e Alejandro Fernández, e das bandas mexicanas La Arrolladora Banda El Limón de René Camacho e Mujeres del Viento Florido.

O álbum explora temas de poder, desejo e feminilidade em canções como “Se Me Va la Vida” ao lado da banda Mujeres del Viento Florido, sobre mulheres chilenas prisioneiras e “La Mujer” com Gloria Trevi, que de acordo com Laferte, começou como uma música “tóxica”, mas foi reescrita, transformando-se em uma música sobre “terminar um relacionamento e o instinto de sobrevivência”, descrevendo-o como um “processo de cura”.

“Seis” recebeu uma indicação ao Grammy Awards na categoria “Melhor Álbum Regional Mexicano”.

Ainda em 2021 lança “1940 Carmen”, um álbum produzido totalmente por ela, incluindo músicas em espanhol e inglês. O álbum foi concebido durante a gravidez de Laferte e foi composto em Los Angeles, Estados Unidos, em um Airbnb onde ela morava na época. O nome do álbum é o endereço do apartamento onde ela morava, enquanto a arte da capa é uma selfie em close-up tirada por Laferte em frente a um espelho. Recebeu uma indicação de Melhor Álbum de Rock Latino ou Alternativo no 65º Grammy Awards, tornando-se a segunda indicação de Laferte na cerimônia.

O álbum apresenta um som mais minimalista em comparação com seu álbum anterior e tem letras mais introspectivas e íntimas. A instrumentação também é mais acústica do que seus projetos anteriores com a guitarra como instrumento principal para diversas músicas. O álbum traz influências da música americana como a música pop dos anos 1960 em “Placer Hollywood”, folk rock em “Good Boy” e country – blues em “A Crying Diamond”. Também inclui músicas em inglês como “Good Boy”, “A Crying Diamond” e “Beautiful Sadness”.

“1940 Carmen” trata de temas de amor, mudança e maternidade, sendo um álbum autobiográfico. A canção “Supermercado”, por exemplo, foi inspirada em uma discussão que a cantora teve com seu marido em um supermercado; enquanto as músicas “Algo Es Mejor” e “Niña” tratam de seu desejo de se tornar mãe. 

A canção “A Crying Diamond” trata da experiência de abuso que Laferte sofreu quando era adolescente, que, segundo ela, os hormônios que estava tomando lhe permitiram escrever sobre temas mais íntimos. Ela também disse que “é algo que eu acho que nunca teria ousado fazer uma canção ou contar, mas eu era tão hipersensível que escrevi essa canção”.

Seu último álbum de estúdio — até agora! — é “Autopoiética”, seu álbum mais experimental até o momento. O termo “autopoiese” foi cunhado pelo biólogo chileno Humberto Maturana. Para a revista “Tótem Magazine”, Laferte explicou o conceito como “nossas células se criam. Em outras palavras, a vida cria a vida. Tudo no final é cíclico. Então, eu adorei essa ideia e levei-a para um sentido poético: somos todos seres autopoiéticos, eu sou autopoiético, tenho a capacidade de me recriar o tempo todo, de criar esse universo, minha mitologia pessoal”.

Leia a análise faixa por faixa do álbum.

Em agosto de 2024 lançou seu documentário na Netflix, “Mon Laferte, te amo”, em que apresenta um retrato íntimo de sua vida, desde sua infância brutal no Chile até o auge de seu sucesso, com o single “Tu Falta de Querer”, passando ainda pela maternidade e a vida em turnê com um bebê.

Seu show no Brasil promete ser uma experiência emocionante e repleto de sucessos, sendo uma realização da Music On Events, que reforça a crescente popularidade da música latina no país.  

Serviço: 

Mon Laferte – Tokio Marine Hall

Quando: terça-feira, 18 de março de 2025

Onde: Tokio Marine Hall – Rua Bragança Paulista, 1281

Ingressos: www.ticketmaster.com.br

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