10 livros escritos por autores latino-americanos para conhecer o boom literário

A literatura é uma das formas de expressão mais importantes no mundo. Por meio da leitura, é possível conhecer outros lugares, pessoas, histórias e se aprofundar em assuntos diversos. E a América Latina não fica de fora em produzir livros de qualidade e bem escritos. 

Inclusive, algumas dessas obras chegaram até a ganhar o Prêmio Nobel de Literatura. Veja abaixo cinco dicas de livros escritos pelos mais renomados autores latino-americanos e conheça novos universos.

O boom latino-americano e a expansão da literatura no continente

O boom latino-americano trouxe à tona escritores e temas importantes para a América Latina, fazendo com que fossem reconhecidos mundo afora. Venha conhecer alguns dos livros essenciais da literatura latino-americana.

1 – Cem Anos de Solidão – Gabriel García Márquez (Colômbia)

Neste clássico da literatura latino-americana, a história da família Buendía é narrada em uma vila fictícia, chamada Macondo. A história é desenrolada nas gerações familiares e acompanhada pela centenária Úrsula, ou seja, a matriarca da família. 

A obra foi vencedora do Prêmio Nobel de Literatura, em 1982, e fez com que o escritor colombiano fosse considerado um dos maiores nomes da literatura latino-americana.

2 – A Cidade e os Cachorros – Mario Vargas Llosa (Peru)

  O livro narra o cotidiano dos alunos do Colégio Militar Leoncio Prado, em Lima, no Peru, onde um severo código de conduta é imposto. Com seus próprios problemas familiares e internos, os jovens enfrentam um ambiente brutal e hostil. Porém, os alunos encontram maneiras — longe dos olhos dos oficiais — de jogarem cartas, se embebedarem e brigarem entre si. 

O autor conta como os alunos mais velhos humilham os mais novos — tratando – os como cachorros, criando um ciclo vicioso de maus tratos e dominação. A Cidade e os Cachorros foi traduzida para mais de trinta idiomas. 

3 – O Jogo da Amarelinha – Júlio Cortázar (Argentina)

Este livro do escritor argentino é uma história introspectiva do personagem Horacio Oliveira em que é relatado questionamentos de um homem diante de seu destino, suas perspectivas, paixões, conflitos e dúvidas. 

O livro é dividido em três partes, sendo elas: “Do Lado de Lá”, em que Horacio viaja a Paris e se apaixona por uma uruguaia, Maga. Em “Do Lado de Cá”, Horacio volta a Buenos Aires e reencontra um velho amigo. E a terceira parte “De Outros Lados” é descrito citações de pensadores e poetas, notícias de jornais e etc.

4 – A Morte de Artemio Cruz – Carlos Fuentes (Panamá)

A obra conta as lembranças do personagem Artemio Cruz, que participou das campanhas da Revolução Mexicana. Depois de trair seus ideais por dinheiro, hoje está preso a uma cama de hospital e recorda suas escolhas e os fatos importantes de sua vida.

Esta obra panamenha é um clássico da literatura latina e um dos mais importantes do movimento do boom latino-americano. 

5 – O Lugar Sem Limites – José Donoso (Chile)

Nesta narrativa, Manuela é dona de um bordel em um vilarejo humilde, sendo auxiliada por sua filha Japonesita a cuidar do negócio, e Don Alejo, chefe local. O romance retrata sexualidade, violência, além de diversos conflitos.

O livro do escritor chileno explora as relações humanas, dando voz a figuras pobres e marginalizadas, mostrando a esperança que elas têm de uma vida melhor e mais digna.

6 – Concerto Barroco – Alejo Carpentier (Cuba)

O livro se passa no início do século XVIII e conta a vida do neto de um conquistador, que deixo México, sua terra natal, para viver em Veneza, na Itália. Quando chega à cidade na época do Carnaval, Amo e seu criado Filomeno vivem dias que reúnem os fenômenos da Europa barroca, além das músicas do Velho e Novo Mundo. 

Lançado em 1974, esta obra do escritor cubano é um dos destaques do boom latino-americano.

7 – Eu, O Supremo – Augusto José Antonio Roa Bastos (Paraguai)

Este livro é um dos mais importantes do escritor paraguaio e retrata a figura do ditador José Gaspar Rodríguez de Francia, que governou o país por 25 anos desde a sua independência, em 1811. A obra, publicada em 1974, foi proibida de ser lançada na época tanto que o autor teve que se exilar em Buenos Aires e no país conseguiu publicá-la. 

O relato conta sobre os lados negativos do governo, como exploração, racismo, perseguição e mortes, além do sentimento da população de rebelião contra o governo.

8 – As Lembranças do Porvir – Elena Garro (México)

Considerado o livro que deu início ao Realismo Mágico, já que foi escrito quatro anos antes de “Cem Anos de Solidão”, esta obra mexicana retrata um pequeno povoado no México que é dominado de forma violenta pelo general Francisco Rosas e seus homens. Além de contar uma história sobre resistência, também é descrito como o amor é a arma mais forte contra as repressões.

9 – Dona Flor e Seus Dois Maridos – Jorge Amado (Brasil)

Um dos romances mais famosos do escritor brasileiro, o livro conta a vida de  Florípedes Paiva  — Ou apenas Flor  — vive duas experiências diferentes em seus dois casamentos. 

O primeiro com o boêmio Vadinho, em que vive uma paixão avassaladora e sensual. E o segundo com o farmacêutico Teodoro, com quem se casa após a morte de Vadinho, e que encontra a paz na relação e uma segurança doméstica. 

Porém, certo dia Vadinho retorna em forma de fantasma sendo capaz de ofertar à Flor o erotismo que tinha com o falecido, fazendo com que Flor viva os dois lados do matrimônio.

10 – O Senhor Presidente – Miguel Ángel Asturias (Guatemala)

Esta obra do escritor guatemalteco expõe o autoritarismo vivido na América Latina em diferentes épocas, fazendo com que o leitor reflita sobre passado e presente.  

A narrativa diversifica entre repressão e violência com elementos como paixão à primeira vista, inocência e redenção pelo amor. Tudo isso adicionando a técnica literária e a temática política.

Estes são apenas alguns exemplos da relevância do boom latino-americano e da literatura tanto na América Latina quanto no mundo. Continue acessando o Exclamación e fique por dentro do mundo hispano e suas diversidades!

Autor: Beatriz Gouvêa

Jornalista de formação e amante da cultura hispana desde criança. Passo a maior parte do tempo escutando música em espanhol e amo tudo o que envolve o universo latino.

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