5 países que celebram o Dia dos Mortos, além do México

Apesar da celebração ser atrelada ao México, você sabia que existem outros países na América Latina que fazem tributo aos que já se foram? O Dia dos Mortos, apesar de se apresentar em formas diferentes, mostra que o 2 de novembro é um momento em que muitas culturas decidem se conectar com as almas das pessoas queridas.

Continue lendo para descobrir outras tradições de Día de Muertos encontradas em nações latino-americanos.

Conheça os países que celebram o Dia dos Mortos

O Dia dos Mortos, da forma como foi popularizado no mundo inteiro, principalmente por meio de filmes, nasce de uma tradição indígena mexicana. 

Tanto a cosmovisão dos Astecas quanto a dos Maias, em épocas pré-hispânicas, possuíam um conceito elaborado sobre a questão da vida pós-morte: os estágios pelos quais a alma passa e a maneira como os que permanecem vivos devem lidar com a partida de seus queridos. 

Afinal, não se trata do final de um ciclo, mas sim do avanço da alma para uma nova etapa. Por isso, não se deve chorar ou ficar triste, mas sim se alegrar pelo começo dessa vida. Por isso é celebrado o Día de Muertos.

Porém, isso não significa que esse seja o único local onde esse tipo de pensamento surgiu. A morte é cultural e é vista de diferentes maneiras. Inclusive, em nações asiáticas como o Japão, a Índia e a Tailândia é possível encontrar entendimentos distintos aos nossos, como brasileiros, dessa passagem.

Veja só os países que celebraram o Dia dos Mortos!

Guatemala

Vizinho do México e também resultado da herança Maia, a Guatemala compartilha muitas das tradições com o país. São usados altares para homenagear os defuntos, com fotografias e alimentos. 

Também há a decoração de túmulos com oferendas e limpeza do espaço e uso da cempasúchil, conhecida como “flor de morto”.

O grande centro de celebrações no país é Santiago Sacatepéquez. Segundo a crença popular, os habitantes da cidade se assustavam com a presença dos mortos, pediram ajuda a bruxos. 

Os feiticeiros disseram que as almas iriam embora com medo do barulho de vento batendo no papel. Por isso, até hoje se soltam pedaços de papel colorido para que os espíritos possam descansar. Atualmente, é feito o Festival de Pipas no Dia de Todos os Santos em um município vizinho, Sumpango.

Nicarágua

Também na América Central, a Nicarágua traz tradições um pouco diferentes àquelas que são conhecidas pelo México e a Guatemala. 

Ao invés das oferendas, a população nicaraguense prefere se aproximar de seus queridos que já se foram: na madrugada de 2 de novembro, costuma-se fazer uma “festa” no cemitério e dormir nas criptas, ao lado de suas tumbas.

Na região de Palxila, as famílias do morto levam marol (também conhecido como indio viejo), comida ancestral de milho com carne, e decoram túmulos com a flor de sacuanjoche. 

Bolívia, Colômbia, Equador e Peru

Chegando na América do Sul, há algumas mudanças trazidas pela cultura andina. As famílias do defunto se reúnem com os “guaguas de pan” ou “tantawawas”, que são pães em formato de crianças. “Guagua” diz respeito a “criança” em quéchua, enquanto “t’anta” e “wawa”, são, respectivamente, “pão” e “criança” em aimara.

O pão simboliza as almas que já partiram. Ele pode ser recheado de diversas formas e, ainda, receber pequenas máscaras para decorar.

Cozinhar esses pães é comum na Bolívia, Equador e Peru, além da região sul da Colômbia, como é o caso da cidade de Ipiales. Nessa zona, aproveita-se para fazer oferendas e agradecer pela passagem das almas.

No Equador também se toma uma bebida ancestral de mais de 5000 anos chamada colada morada, feita de farinha de milho roxo e frutas. Por acreditar que há o retorno a alma (“aya”, em quéchua) do morto, procura-se agradá-lo. São levadas suas comidas favoritas e pertences de valor pessoal.

Quito, 20 oct (Andes).- Elaboración de la colada morada y las guaguas de pan por parte de los Chefs de la Universidad de las Americas (UDLA). Foto: Christian Suasnavas C./Andes

Já no Peru, em algumas cidades é comum criar altares com itens que eram de agrado do defunto, deixando as oferendas durante a noite toda para que o espírito possa aproveitar, além de fazer música. Caso seja a alma de uma criança, também se leva brinquedos. Na região de Piura, também se levam as roscas de muerto e os angelitos.

Por outro lado, na Bolívia, são montados altares chamados apxata, com doces, velas e flores. Considerando que o Dia dos Mortos é no início de novembro, época de plantação nos altiplanos, acredita-se que as almas (“ajayus”, em aimara) visitam também trazem sorte para uma boa colheita.

Gostou de conhecer os cinco países que celebram o Dia dos Mortos, além do México? Então continue lendo o Exclamación para saber mais sobre países hispanos!

Autor: Isabela Guiaro

Jornalista e analista de conteúdo em marketing digital. Fiz pós-graduação em Globalização e Cultura e, durante o curso, desenvolvi pesquisas sobre identidade nacional e cultura latino-americana. Apaixonada pelo idioma espanhol desde os 5 anos de idade, meu objetivo é disseminar a cultura hispana no Brasil.

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