Você já ouviu falar da República da América Central?

A República da América Central foi a união de cinco países, que logo virou um país único. Esta nova federação incluiu as seguintes regiões: Guatemala, El Salvador, Honduras, Nicarágua e Costa Rica. O tratado que juntou essas nações foi aprovado em 22 de novembro de 1824, durando por 16 anos.

Mas, o que aconteceu para que os hoje cinco países fossem considerados um só? Leia o texto de hoje para descobrir! 

Antecedentes históricos da República da América Central

Antes da República da América Central ser oficializada, existiam as Províncias Unidas da América Central, ativas entre 1º de julho de 1823 e 22 de novembro de 1824. Grande parte dessas terras foram formadas pelo território do Reino da Guatemala, que pertencia à Coroa Espanhola, até 1820.

A partir de 1820, como consequência do restabelecimento da Constituição de Cádiz, este reino desapareceu como unidade política e seu território foi dividido em duas províncias: a da Guatemala, com capital na Cidade da Guatemala, e a da Nicarágua e Costa Rica, com capital em León. 

Ambas províncias eram unidades distintas, ou seja, sem subordinação político-administrativa entre si, porém no que correspondia à parte judicial, as duas seguiram sob a jurisdição da Corte Real da Guatemala. Já no que se referia aos militares, as decisões eram tomadas pelo capitão-geral do país guatemalteco.

Em 1821, as Cortes espanholas decidiram instituir todas as gestões americanas, fazendo com que os governos de Ciudad Real de Chiapas, Comayagua e San Salvador passassem a ser, respectivamente, a Província de Ciudad Real de Chiapas, Província de Comayagua e Província de San Salvador.

Pouco depois, em setembro de 1821, todas estas províncias, assim como a província da Guatemala — 15 de setembro — e a província da Nicarágua e da Costa Rica — 11 de outubro — proclamaram sua independência da monarquia espanhola. 

Em dezembro de 1821, o Partido da Costa Rica, um dos sete que formavam a província de Nicarágua e Costa Rica, separou-se e reassumiu a condição de província à parte, que existia até 1820.

De 1822 a 1823, as províncias da Guatemala, El Salvador e Nicarágua se uniram de uma forma ou de outra no Primeiro Império Mexicano. 

Para o caso específico da Costa Rica, esta província decidiu não anexar o Primeiro Império Mexicano, em consequência da primeira guerra civil costarriquenha, a Batalha de Ochomogo, mas esse é tema para outro texto. 

Com a queda do Império Mexicano, as autoridades da província da Guatemala convidaram as demais a enviar deputados a um congresso que se reuniria em sua capital.

El Salvador, Honduras e Nicarágua elegeram deputados e os enviaram à Cidade da Guatemala. A Costa Rica anunciou que os enviaria assim que se retirassem da capital guatemalteca as tropas de ocupação mexicanas enviadas pelo Império em 1822. 

Chiapas não enviou deputados, pois preferia manter-se unido ao México, embora a região costeira de Soconusco fez ao contrário do atual estado mexicano. 

Províncias Unidas da América Central

Em 1º de julho de 1823, o congresso se reuniu na Guatemala. Na audiência, foi declarado que as províncias representadas seriam independentes da Espanha, do México ou de qualquer outra nação. 

O nome escolhido para esse novo país foi Províncias Unidas da América Central. Com isso, a Assembleia Nacional Constituinte decretou uma bandeira e um novo escudo para o novo estado, além de nomear um conselho de administração provisório de três membros (Primeiro Triunvirato da América Central). 

Em março de 1824, houve outra reunião entre o congresso. Dessa vez, foi para incluir a província da Costa Rica como uma das Províncias Unidas da América Central. 

Uma terceira reunião foi feita, em setembro de 1824, para decidir que Chiapas seria definitivamente um estado pertencente ao México.

Logo depois, a província de San Salvador, cujas autoridades eram partidárias decididas de um sistema federal, apressou-se em convocar um congresso constituinte para emitir sua constituição de acordo com a Constituição da América Central.

Diante disso, em 5 de maio de 1824, a Assembleia Constituinte comprometeu-se a habilitar as províncias para eleger congressos e organizar suas autoridades de acordo com as Bases da Constituição, convocando também eleições para futuras autoridades federais.

As Bases da Constituição Federal vigoraram até a edição da Constituição da República Federal da América Central, aprovada pela Assembleia Nacional Constituinte em 22 de novembro de 1824.

A formação da República da América Central

Mapa da República da América Central

A partir da formação da República da América Central, foi necessário fazer uma Constituição para o país: entre os pontos principais dessa carta magna, estavam os direitos humanos, que destacava, entre outros pontos, a abolição da escravatura, a consagração do direito ao asilo, as limitações do a pena de morte, a constituição do júri e a supressão de privilégios.

Outro acontecimento importante foi a escolha para presidente dessa nova República. O Primeiro Congresso Federal escolheu o candidato Manuel José Arce y Fagoaga, e Mariano de Beltranena o acompanhou como vice-presidente.

Posteriormente, foram instituídos os Supremo Tribunal de Justiça, Conselho de Primeira Representação e em cada estado foi instalado o Superior Tribunal de Justiça do Estado. 

A nova República teve projetos importantes como, por exemplo, um canal de navegação interoceânico entre o Atlântico e o Pacífico, através do rio San Juan, Lago Nicarágua e o istmo de Rivas, entre o estado da Nicarágua e o estado da Costa Rica. 

Entretanto, Arce enfrentou dificuldades para governar, já que este estava dividido entre liberais e conservadores, não sendo possível realizar diversos planos de governo.

  Um tempo depois, em 1826, houve um conflito entre os crioulos — mestiços — liberais que queriam o sistema republicano e os crioulos conservadores que preferiram o absolutismo real espanhol como forma de governo.

Os liberais acreditavam que a união dos Estados era vital para obter o reconhecimento e o respeito das outras nações e que deixar os Estados livres para escolher suas próprias autoridades faria desaparecer o poder do clã Aycinena da Guatemala sobre os demais Estados e, principalmente, o rancor que existia em relação aos crioulos da Cidade da Guatemala desde os tempos coloniais.

Na Guatemala, os atritos entre as partes chegaram a um extremo insustentável e a ruptura inevitável ocorreu entre o governo federal e o governo estadual, liderado pelo liberal Juan Barrundia.

O político foi preso por sua suposta participação em uma conspiração que teria sido descoberta a tempo e, em seguida, as autoridades do Estado foram dissolvidas, se mudando para Quetzaltenango porque não havia segurança na Cidade da Guatemala.

Após a demissão de Juan Barrundia, os conservadores assumiram o controle do Estado da Guatemala, permanecendo na presidência o líder conservador Mariano de Aycinena y Piño.

Com a ajuda dos apoiadores do clã Aycinena, o presidente Arce se tornou um ditador para tomar o poder necessário de seus rivais políticos. 

Um dos fortes apoiadores do presidente era o líder conservador Manuel Francisco Pavón Aycinena, que acreditava que com isso os conservadores alcançariam a estabilidade na região e a influência de seu partido.

No início de 1827, o presidente Manuel José de Arce y Fagoaga enviou o conservador coronel José Justo Milla, sob o comando do Segundo Batalhão Federal, a Santa Rosa de Los Altos, em Honduras, com a missão de zelar pela Fábrica de Fumo. 

Na realidade, o objetivo era colocar um exército leal para derrubar o governo liberal de Dionisio de Herrera no país hondurenho. A cidade de Los Llanos não apoiou o coronel Milla e juntou-se ao exército de Francisco Morazán. 

Mariano de Aycinena y Piñol, Presidente do Estado da Guatemala, foi o único que se inclinou a atacar San Salvador para destruir tudo o que deu origem ao conflito entre liberais e conservadores, mas como Arce era o presidente da Federação, correspondia a este a decisão final. 

Porém, quando decidiu agir, foi derrotado em Milingo em 18 de maio de 1827, por sua falta de habilidades militares. 

O apoio da Igreja Católica foi decisivo para o governo continuar no poder e continuar suas reformas na economia: a presidência retirou as reformas liberais iniciadas por Barrundia, restaurando a legislação espanhola anterior à Independência. 

Os legisladores apoiavam o governo eclesiástico e o presidente Aycinena chegou a proibir, por decreto, aqueles livros que a Igreja Católica definiu como prejudiciais ao bom pensamento cristão.

Guerra Civil na América Central

Em outubro de 1826, começou a Guerra Civil na América Central, depois que o presidente Arce dissolveu o Congresso e o Senado da América Central, assessorado pelos líderes do Clã Aycinena, em que tentou estabelecer um sistema unitário aliado aos conservadores da Guatemala. Em decorrência desse fato, Arce ficou sem o apoio de seu partido.

Porém, para entender como surgiu a Guerra, é preciso olhar um pouco para uns anos anteriores.

Golpe de Estado em Honduras 

Em 16 de setembro de 1824, Dionísio de Herrera foi nomeado Chefe de Estado de Honduras na Assembleia Constituinte, terminando em 1827, segundo a Constituição da época. Entretanto, Arce determinou um golpe de Estado contra Herrera, cumprido por seu ex-Subchefe de Estado José Justo Milla.

O general Milla preparou-se para atacar a cidade, em 1827, enquanto o general Francisco Morazán comandava as tropas de defesa da cidade sitiada. Milla saiu vencedor da disputa, que passou a incendiar a região. 

O presidente Dionísio Herrera foi preso em 9 de maio e enviado para a Guatemala. José Justo Milla assumiu o controle da sede.

Francisco Morazán vai para Choluteca, no sul de Honduras, para se encontrar com sua família e é feito prisioneiro pelo Comandante de Armas de Tegucigalpa, saindo sob fiança cerca de 23 dias depois. 

Algum tempo depois Morazán foi para Nicarágua, onde seu amigo general José Anacleto Ordóñez, conhecido como “Cleto” Ordóñez, lhe forneceu 135 homens, aos quais foram acrescentados soldados salvadorenhos sob o comando do coronel José Zepeda. 

Após o combate entre Milla e Morazán, em Valle de la Trinidad, Morazán saiu vitorioso e assumiu o cargo de Chefe de Estado de Honduras, em 12 de novembro, o qual era presidido pelo Sr. Miguel Eusebio Bustamante.

Guerra Civil em El Salvador

Após assumir como Chefe de Estado, Francisco Morazán se tornou em um líder do movimento liberal, sendo reconhecido por suas habilidades militares por toda América Central.

Os salvadorenhos não aceitaram os novos congressistas e outros funcionários do governo, fazendo manifestações pedindo a restituição dos antigos líderes políticos, que foi rejeitada pelo presidente Arce. 

Em resposta, o governo de El Salvador respondeu às manifestações com força militar. As tropas salvadorenhas marcharam em direção à Guatemala com a intenção de tomar a capital da República e tirar o presidente da presidência.

O próprio presidente Arce assumiu o comando de suas tropas federais e derrotou os salvadorenhos na madrugada de 23 de março.

Após este fato, o presidente Arce ordenou que duas mil tropas federais sob o comando do general Manuel de Arzú ocupassem El Salvador, o que marcou o início da guerra civil.

Em abril de 1828, Morazán partiu para El Salvador com uma força de 1.400 homens. Esse grupo de militantes, conhecido como “Exército Protetor da Lei”, era formado por pequenos grupos de hondurenhos, nicaraguenses e salvadorenhos que trouxeram suas próprias ferramentas de guerra, outros com o apoio dos indígenas que serviam de infantaria.

Francisco Morazán lutava em torno de San Miguel derrotando os pelotões enviados pelo general Arzú de San Salvador. Isso fez com que o próprio general Arzú fosse confrontar Morazán pessoalmente.

Em 20 de setembro, o general Arzú estava perto do rio Lempa com quinhentos homens em busca de Morazán, quando soube que suas forças haviam se articulado em Mejicanos e San Salvador.

Em 23 de outubro, o general Morazán fez sua entrada triunfal na Plaza de San Salvador. 

Poucos dias depois, ele marchou sobre Ahuachapán, para organizar o exército com o objetivo de retirar aristocratas e eclesiásticos conservadores do poder em território guatemalteco e implantar uma ordem constitucional relacionada à Federação Centro-americana que os liberais aspiravam.

Batalhas na Guatemala

Guatemala também foi envolvida nos conflitos. 

O povo de Antigua Guatemala se organizou contra o governo conservador de Aycinena na Guatemala e colocou o departamento de Sacatepéquez sob a proteção do general Morazán, o que acelerou a invasão de Morazán na região com seu Exército Protetor da Lei. 

As operações militares na capital começaram com pequenas escaramuças em frente às fortificações do governo. Em 15 de fevereiro, uma das maiores divisões de Morazán, sob o comando de Cayetano de la Cerda, foi derrotada em Mixco pelas tropas federais. Devido a essa derrota, Morazán suspendeu o cerco à cidade e concentrou suas forças em Antígua.

Ao chegar a San Miguelito em 6 de março, com um exército menor, foi derrotado pelo general Morazán.

Em 15 de março, quando Morazán e seu exército estavam a caminho para ocupar suas posições anteriores, foi interceptado pelas tropas federais do coronel Prado na fazenda Las Charcas. Morazán, em uma posição superior, derrotou o exército de Prado.

Posteriormente, Morazán se mobilizou para recuperar seus antigos cargos em San José Pinula e El Aceituno, e sitiar a Cidade da Guatemala novamente.

Para preparar a defesa da cidade, ameaçada pelas tropas de Morazán, Aycinena ordenou, em 18 de março de 1829, que a pena de morte fosse aplicada a quem ajudasse o inimigo.

Com base nisso, convocou a defesa da santidade dos altares e emitiu um dispositivo legal, pelo qual os líderes liberais Pedro Molina Mazariegos, seu filho Esteban Molina, Antonio Rivera Cabezas e os militares Cleto Ordoñez, Nicolás Raoul e Isidoro Saget foram declarados inimigos do país e permaneceram na ilegalidade. Entretanto, Aycinena foi derrotado.

Em 12 de abril, o chefe de estado da Guatemala, Mariano de Aycinena y Piñol, decidiu que no dia seguinte a Praça Central seria ocupada pelas tropas de Morazán. Em seguida, foram presos o presidente Arce, Mariano Aycinena, Mariano Beltranena e todos os funcionários que participaram da guerra.

Após esses eventos, o general Morazán liderou a América Central por três meses até 26 de junho de 1829, até que o Congresso nomeou o senador Juan Barrundia como presidente da América Central em 25 de junho de 1829.

Morazán expulsou Aycinena e Piñol, aristócrata conservador da Guatemala, e a maioria dos membros do Clã Aycinena que liderava, junto com seus aliados, os membros das principais ordens regulares e altos clérigos da Igreja Católica.

Em 4 de junho de 1829, o governo Morazán publicou uma lei impondo a pena de morte a todos os membros do Clã Aycinena que haviam participado do governo conservador da Guatemala – incluindo Irisarri – antes de devolver o dinheiro ao tesouro.

Irisarri conseguiu escapar da prisão salvadorenha em 7 de janeiro de 1830 e embarcou em Acajutla para Guayaquil, no Equador, onde se refugiou.

Francisco Morazán presidente

Em 1830, Fernando Morazán venceu a presidência por meio de voto popular, contra o conservador José Cecilio del Valle.

Com a vitória de Morazán, os liberais se consolidaram no poder. Dessa forma, o novo presidente e seus aliados se colocaram em uma posição imbatível para implementar as reformas.

Baseado nisso, eles tentavam desmantelar na América Central o que consideravam instituições arcaicas herdadas da era colonial e que só haviam contribuído para o atraso da região.

Vinte políticas de livre comércio foram postas em prática; capital estrangeiro e imigrantes foram convidados; a Igreja foi separada do Estado; a liberdade de religião foi proclamada; dízimos foram abolidos; casamento civil, divórcio secular e liberdade de expressão eram permitidos, entre outras políticas.

Com a implementação dessas medidas revolucionárias, Morazán se tornou o primeiro presidente da América Latina a aplicar o pensamento progressista em sua administração, que desferiu um duro golpe aos conservadores do Clã Aycinena na Guatemala.

Em março de 1832, outro conflito eclodiu em El Salvador. O Chefe de Estado José María Cornejo se rebelou contra alguns decretos federais, forçando o presidente Morazán a agir imediatamente. 

As tropas federais marcharam para El Salvador, onde derrotaram o exército de Cornejo em 14 de março de 1832. Em 28 de março, Morazán ocupou San Salvador. A partir daí, começaram os rumores sobre a necessidade de reformar a Constituição.

Na votação de 1834, o conservador José Cecilio del Valle foi eleito presidente. No entanto, ele morreu na Guatemala em 2 de março do mesmo ano. Essa confusão levou à nomeação de Francisco Morazán como Presidente Federal em 1835 até 1839.

 Devido ao poder que os liberais de El Salvador haviam adquirido, Morazán teve que transferir a capital federal para San Salvador em 1835. Gradualmente, a Federação começou a ruir.

Fim da República Federal da América Central

A República Federal da América Central foi dissolvida após uma série de fatos, entre eles a queda do governo liberal do Dr. Mariano Gálvez no Estado da Guatemala em 1837 durante o segundo governo de Francisco Morazán como presidente da Federação. 

Após esses eventos, a guerra civil reapareceu entre 1838 e 1840 e a Nicarágua se separou da República em 30 de abril de 1838. 

Além disso, o Congresso federal aceitou a constituição de um novo Estado, Los Altos, cuja capital era Quetzaltenango, com as terras do oeste da Guatemala. Honduras se separou da união em 5 de novembro e a Costa Rica seguiu o exemplo em 14 de novembro. Já a Guatemala separou-se em 17 de abril de 1839.

Outro fato importante que foi o princípio do fim da união dos países foi um surto de cólera que atingiu a Guatemala, deixando cerca de mil mortos e três mil infectados. As maiores vítimas foram os pobres e indígenas da região.  

Em 1837, iniciou-se a luta armada contra o regime de Francisco Morazán. A população indigena acusava o governo de propagar as doenças e de envenenar os rios fluviais. 

No início de 1838, José Francisco Barrundia y Cepeda, líder liberal da Guatemala, decepcionado com a administração de Gálvez devido às suas atrocidades, conseguiu levar a Cidade da Guatemala para Carrera, para lutar contra o Chefe de Estado.

Naquele ano, a situação na Guatemala era insustentável: a economia estava paralisada pela falta de segurança das estradas e chegava-se ao ponto em que os liberais negociavam com Carrera para acabar com esse confronto, embora fosse inevitável. 

Gálvez deixou o exercício do poder em 31 de janeiro de 1838 perante o “Exército dos Povos” sob o comando de Rafael Carrera que iniciou a penetração na Cidade da Guatemala com um exército de entre dez mil e doze mil homens.

Em 2 de março de 1838, a ausência do poder do Dr. Gálvez foi aceita por unanimidade na Assembleia, e se iniciaria um período de incerteza no Estado da Guatemala, do qual o grande beneficiário seria Rafael Carrera, embora primeiro sofresse algumas derrotas. 

Com a queda do governo de Gálvez, os representantes crioulos de Los Altos aproveitaram para se separar do Estado da Guatemala.

 O governador Valenzuela nada pôde fazer a respeito, e o Congresso da Federação Centro-americana reconheceu o Sexto Estado em 5 de junho de 1838 com uma junta governamental provisória. 

Quando a situação estava fora de controle para os liberais, Gálvez finalmente renunciou.

Com a queda do governo de Gálvez, os representantes crioulos de Los Altos aproveitaram a oportunidade para se separar do Estado da Guatemala em 2 de fevereiro de 1838. 

O governador Valenzuela nada pôde fazer a respeito, e o Congresso da Federação Centro-americana reconheceu o Sexto Estado em 5 de fevereiro de 1838 com um conselho governamental provisório. 

Em dezembro de 1838, Molina foi eleito Governador do Estado, e imediatamente começou a trabalhar no desenvolvimento do porto no Pacífico e na melhoria das relações com o governo federal em San Salvador.

Em 31 de maio de 1839, o Estado de Los Altos seguiu o exemplo dos demais Estados da Federação e se declarou livre, soberano e independente, agregando as regiões de Soconusco e Huehuetenango.

No mesmo ano, o Novo Estado independente assinou um tratado com El Salvador para se defender de uma possível invasão pelas tropas conservadoras de Rafael Carrera, que foi ratificada por Francisco Morazán, em 8 de setembro.

Outro conflito  marcou as regiões, o que acabou por definir o declínio de Morazán junto com o fim da República Federal da América Central.

Gostou de saber sobre a história da República da América Central? Continue lendo o Exclamación para outros textos sobre América Latina!

Autor: Beatriz Gouvêa

Jornalista de formação e amante da cultura hispana desde criança. Passo a maior parte do tempo escutando música em espanhol e amo tudo o que envolve o universo latino.

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